Lembram que eu achei os noivinhos lindos por acaso e que a minha sobrinha estava junto quando fugimos do temporal? Pois eis que no sábado voltamos do zoológico, conversamos, comemos alguma coisinha, depois fui tomar meu banho e, quando voltei pro meu quarto… lá estavam eles! Lindos na estante do meu quarto! A menina voltou na loja e resolveu fazer um agrado à minha pessoa!

Noivinhos "The Promise", Willow Tree
Falando em noivinhos, um dia eu escrevi aqui alguns manifestos contra o excesso de americanização dos casamentos, e perguntei se alguém sabia onde se faz noivinhos no estilo da Arte Popular do Mestre Vitalino. A Juliana deixou um comentário dando a dica: tem vários artesãos nas redondezas do Alto do Moura, em Caruaru, que fazem o trabalho no mesmo estilo. Pra quem mora na região, ou quiser fazer um casamento inspirado em cultura popular brasileira, fica a dica.

E falando em sobrinhas… Eu e o Rafa tomamos uma decisão: além da daminha e do pajem, vamos ter duas damas adultas. Na verdade foi a solucão perfeita que encontrei para homenagear a Mel e a Lud, irmã dela e sobrinha caçula. É uma história bem comprida, mas dentro do contexto familiar, isso nos faz muito, mas muito felizes! As duas ficaram até emocionadas e a entrada delas no dia do casamento será ceretamente um impacto familiar.

Mel também deu dicas boas de casamento. Uma delas foi fazer os docinhos do mini-casamento aqui de Berlim naqueles mini-potinhos com mini-colher. Ficam belos na mesa, não custam caro e nos poupam o trabalho de enrolar brigadeiros e beijinhos de coco. Aliás, podemos até pensar em outras opcões. Mas não muitas, pois, ao contrário do que geralmente acontece no Brasil, os alemães não custumam “atacar” a mesa de docinhos. Dois ou três e eles já se dão por satisfeitos!

E por fim, cortei o cabelo no sábado e troquei altas idéias com a minha querida cabeleireira. Vamos ver o que sai para o casório…

Faltam 5 meses!

trep

Foi fora dos guias porque o Treptower Park é um lugar lindo que não está nos guias de turismo de Berlim. Pelo menos eu nunca vi, e não conheço nenhum turista que tenha recomendado. O motivo deve ser a presença de um colossal memorial ao soldato soviético que existe no local. Colossal, lindo, impactane, mas que politicamente é motivo de controvérsias.

Mas, deixando a discussão sobre a presença de tamanha homenagem ao soldado soviético de lado, vou falar sobre o dia. O memorial fica no meio de um parque lindo, cheio de grandes gramados à beira do rio Spree. Eu, minha sobrinha visitante e meu amigo do trabalho fomos pra lá e, depois de vermos o memorial, esticamos as cangas no gramado para fazer pic nic.

Eis aí um hábito que eu gosto muito. Aproveitar uma tarde de solzinho de primavera debaixo de alguma árvore em um lugar bonito, com gente bacana, e um papo agradável. No caso, um papo divertido, porque meu amigo do trabalho tem esse talendo de fazer rir non-stop. E a Mel foi no embalo, sempre com respostas e brincadeiras rápidas. E eu também. A tarde rendeu ótimas fotos e vídeos também.

E de tanto sentir saudades de quem amo, fico a viver momentos simples ao máximo. Vivo ao máximo a companhia da Mel, com quem tanto convivi na infância, e em algum momento também não convivi (longa história) para agora conviver de novo. Saudade de família, saudade de gente querida, saudade do meu amor, que foi a minha companhia na última vez que estive no Treptower Park.

E a tarde terminou com um pôr do sol lindo sobre o Spree, enquanto caminhávamos de volta…

lago