Notas
29/05/2009
A todos os queridos leitores que votaram na nossa foto no concurso de fotos emocionantes de casais da Constance Zahn, o meu muito obrigada! Não ganhamos o livro, mas estamos felizes por termos participado entre as finalistas!
Amanhã recebo visita do Brasil. Minha querida sobrinha (!!!) vai passar uns dias por aqui. E eu, que já adoro receber visitas, estou mega feliz por matar a saudades dela! iupiii! A essa hora ela está voando, provavelmente sobre o Atlântico…

Sobrinha + Tia
E eu estou com saudade-plus do meu moreno… Mas isso não é novidade.
Papo de mulherzinha: chapéu
28/05/2009
Eu sempre gostei. Acho chic, elegante, bonito e, principalmente no Rio 40 graus, necessário. Ainda mais pra mim, com minha cútis alva como a neve! Não bastanto isso, dia desses estava eu aqui olhando as estatísticas do blog. Vi que a maioria das pessoas que veio parar aqui procurou referências sobre chapéu no mecanismo de busca. “Noiva de chapéu”, “chapéu para casamento”, e por aí vai. Tudo por causa desse post aqui, que já está no blog despretensiosamente faz tempo e até hoje atrai visitantes. Ou seja, além de eu achar chic, elegante, bonito e necessário, parece que eu não estou sozinha. Embora eu vá além do chapéu para casamento, e defenda o uso dele no dia-a-dia também.
Há mais ou menos um mês atrás eu fui fazer passeio de mulherzinha no shopping e fiquei lá encantada (como sempre) com a sessão de chapéus. Saíram as coleções de outono-inverno, com chapéus de feltro, boinas e gorros, e entraram as coleções primavera-verão. E como se não bastasse isso, descobri também um ateliê de acessórios para cabeça (leia-se: chapéus! iupii!) e fiquei lá maravilhada experimentando chapéus, tiaras, voilettes, tudo artesanal, lindo, pra todos os horários e ocasiões. Não bastando isso, a mocinha ainda faz sob encomenda, do jeitinho que você pedir. Uma pena serem “design assinado” e todos artesanais, ou seja, cabem perfeitamente na minha cabecinha e no meu gosto, mas não cabem no meu bolso.
No Brasil eu tenho dois. Confesso que usei poucas vezes, até porque eu sempre tive a sensação de que as pessoas me olhavam como se eu fosse uma gringa quando eu usava, isso quando não me chamavam de gringa mesmo, em alto e bom tom. Imagine só: uma branquelinha de chapéu no Rio… Já aqui, como eu todo ano fico por aí experimentando chapéu nas lojas sem levar nenhum, esse ano resolvi comprar um para o verão. Escolhi um modelo bem básico para o dia-a-dia, de abas médias, e que estava numa ótima promoção. Uso todo dia quando faz sol, mesmo que ainda faça friozinho de primavera, e só recebo elogios. Afinal, mesmo que as lojas estejam com uma variedade linda e enorme de chapéus à venda, ainda são poucos os que de fato usam.
Aqui ainda dá pra entender, já que o sol não é lá tão forte assim, e depois de alguns meses de inverno e chapéus quentes, o pessoal fica doidinho pra aproveitar o sol mesmo. Isto é: basta sair o sol, ainda que timidamente, e alemão já sai de bermuda e camiseta, óculus escuros e sandália Havaianas (ou imitação, já que as originais aqui custam em torno de 30 euritos), que nem carioca que fica doido esperando qualquer chuvinha mixuruca pra usar sobre-tudo e botas. Eu é que gosto de chapéu mesmo, além de zelar pela minha pele com carinho extra, ainda mais agora que tenho trinta.
Mas a pergunta que não quer calar é: se no Brasil o sol é forte, se existe a necessidade, se o chapéu é algo bonito (nunca ouvi ninguém dizer que chapéu é feio) e versátil, disponível em modelos para todos os estilos (até para noivas!) e que aparentemente desperta o interesse das pessoas, por que cargas d’água essa moda não “pega” no Brasil?

Eu e minha amiga carioca, experimentando chapéus na primavera de 2007.
Rotina de casal
27/05/2009
Hora extra. Saio tarde do trabalho. Era pra ter ido no mercado, mas eu vim direto para casa e me contentei com torradinhas com capuccino no jantar. Quero cochilar na banheira, quero esvaziar a mente e não pensar em nada. E depois de não pensar em nada, posso escolher no que pensar.
Eu não vim pra casa por causa do cansaço. Vim por causa da saudade. Vim pra comer as torradinhas acompanhada do meu amor, pra conversar sobre o dia, pra ficar agarradinha com ele no sofá vendo TV. Hoje ele tem curso, chega tarde e eu quero saber de tudo. Sobre o que aprendeu, sobre as pessoas, sobre as aulas e sobre a experiência. Quero aprender também!
É… hoje estamos assim… Ele lá e eu cá, mas os dois aqui. Se eu fosse vista, seria chamada de louca por falar sozinha. Mas eu juro que não falo sozinha! Podem chamar meu interlocutor de alter-ego, amigo virtual, imaginação, o outro “eu”, Deus (com Ele eu falo também, mas em outra situação) ou o que quiserem. Eu chamo de Rafa. É só uma forma de lembrar, de sentir, de trazer para perto, de sentir o cheiro e de soltar esse nó que às vezes insiste em ficar preso na garganta. No final das contas, pode parecer tudo fruto da minha imaginação, mas não é. É e não é ao mesmo tempo, entende? Acho que é presságio.
Agora vou tirar um cochilo mergulhada na banheira. Hoje o dia foi cheio… muito cheio.
O Beijo de Pracinha no site da Constance!
26/05/2009

A Constance Zahn lançou recentemente o seu novo site, que por sinal está lindo! E para comemorar, ela está presenteando um casal com um exemplar do Unbridaled! Não sabe o que é? Então clique aqui para saber do que se trata.
O casal premiado será aquele cuja foto for eleita a mais bonita e emocionante. E a Jane e o Rafa estamos lá entre os dez finalistas! (eeeeee!). Para participar, visite http://www.constancezahn.com/2009/05/unbridaled-finalistas-vote.html e vote lá! E atenção que é só até dia 28 de maio, ok?
Manifesto contra o “tem-que-ter-renda”
26/05/2009
Post número 100
26/05/2009
É com muta alegria que hoje comunico a publicação do meu Post Número 100!!! (Aplausos e assovios)
E para registro justo de um evento tão importante, posto aqui uma pequena Retrospectiva do Beijo de Pracinha. Vale lembrar que o Beijo tem de tudo um pouco: romance, gastronomia, comédia, cultura, esporte, dicas de viagens, linguística, auto-ajuda, relacionamento, filosofia de botequim, atualidades, discussões polêmicas, manifestos, fé e, como não poderia faltar em um blog de uma noiva, algumas dicas para casamento e relatos dos preparativos para os meus (pois então, o negócio é tão bom, que teremos dois).
E agora com vocês: A Retrospectiva do Beijo: os três melhores posts!
1. Post mais romântico: E assim comecou 2009 , com a história do noivado.
2. Post mais engraçado: Acidentes linguísticos
3. O melhor de todos: O Beijo de Pracinha. Eu não me canso de reler e relembrar…
***
O Beijo também registra três blogs recomendados por esta noiva que vos fala, depois de 100 posts de experiência:
1. Blog sobre esportes: O Rei do Pitaco. Amore sabe tudo sobre o assunto! Principalmente sobre futebol!
2. Blog útil: Casando COM grana. Não são apenas dicas “inspiradoras” e lindas de casórios americanos que eu nunca poderei fazer igual. São dicas para você e eu, que não somos noivas Classe A, mas mesmo assim queremos casar com classe!
3. Blog cabeça: Casórionet?! Entre docinhos, vestidos e decoração, um texto ou discussão relevante na sessão Eu penso assim, para quem gosta de ler e pensar no que vem além da festa.
E a todos os visitantes, leitores assíduos ou não, comentários e novas amizades virtuais, eu registro de coracão: muito obrigada!
Agora eu vamos ali comemorar. Prost!

Foto: http://www.sxc.hu
Querido diário: meu bolo de laranja…
25/05/2009
… não deu lá muito certo não. Eu descobri que minha fôrma de bolo é pequena por demais. Então o bolo quase transbordou dentro do forno. E também descobri que a quantidade de açúcar que eu tinha em casa não era lá suficiente para o glacê, então ele não ficou tão consistente quanto a Gracinha disse que deveria. Meu bolo ficou grande, fofo, o glacê escorreu e eu não pude cortar aqueles losangos perfeitos que a Gracinha cortava quando eu era criança.
Mas ele está gostoso! Muito gostoso! E da próxima vez, com a quantidade certa de açúcar e a fôrma do tamanho certo (ou a mesma fôrma com meia-receita) ele vai ficar perfekt!
Minidecoração para minicasamento
25/05/2009

E se a gente fizer uma decoração só com velas no mini-casamento de Berlim? São lindas, são mega tradicionais aqui e são baratas!
(Achei essa foto aqui)
Linguística: cuidado com os falsos cognatos!
24/05/2009
Not não é não. É emergência. Notausgang portanto não é sem saída, e sim saída de emergência.
Gift não é presente. É veneno.
Balkon não é balcão. É varanda. Mas brasileiro que mora aqui já aprendeu a chamar varanda de balcão e a cometer outros acidentes linguísticos. O meu de ontem foi a constatação de que eu andava vez por outra repetindo uma palavra achando que é uma coisa quando, na verdade, ela é outra. Um típico causado por um falso cognato.
Mas antes é preciso fazer alguns registros e explicações. O primeiro é que eu não custumo falar palavrão. É claro que eu não digo “oh, que pedra linda você é” se eu der uma topada com o dedo mindinho numa pedra em algum lugar. O curioso é que eu achava que alemães também não falavam nada além do scheiße (merda). Mas ontem, ao conversar com um amigo alemão sobre tombos, o assunto palavrões saiu. E eu agora me acho iludida e desconfio que ou os meus amigos alemães são mesmo muito educados, ou eles não falam palavrões perto de mim. Embora eu nunca tenha me manifestado contra.
O problema é que eu conheço (ou reconheço) palavrões quando ouço, mas não sei o significado exato deles. Sei apenas que são palavrões. E também não me atrevia a perguntar aos alemães, já que eles não falam mesmo pra mim e nem perto de mim, e nem eu pretendo falar. Mas como ontem o amigo em questão é um alemão, digamos, abrasileirado, já morou no Brasil e fala fluentemente o Português (inclusive as gírias e palavrões), resolvi fazer uma sessão de esclarecimentos. Eu mesma já tinha deduzido o significado da maioria deles corretamente, e agora tive a confirmação deles. Mas teve um, que ele até citou como palavrão, mas que eu nem considero tãããão pesado assim, que eu repetia pensando que era outra coisa.
Um belo dia estava eu com um amigo procurando horários para sessão de cinema. Ao ver um dos filmes e confirmar o horário do mesmo, constatamos que não seria possível chegar a tempo para assistí-lo. “Mist” – disse o mocinho. “Mist = missed = perdemos. Bingo! Aprendi mais uma palavra em alemão!” pensei eu. E desde então, vez por outra quando eu perdia o horário para qualquer coisa, eu soltava o “Mist”.
Pois ontem, na nossa mesa de bar, com o outro amigo abrasileirado, que não sabia a tradução exata para a palavrinha, e que teve que explicar o que ela significa como “fezes de bois misturadas usadas no campo para adubo”, ele também aprendeu uma nova palavra no seu rico vocabulário em Português.
- Esterco! – disse eu.
- Isso! Esterco! – disse ele.
Ou seja: se perdeu a hora ou deu a topada com o dedo mindinho na pedra no caminho, tanto faz se você diz Scheiße ou Mist. Não saber dessa informação não foi nada demais até hoje. Mas imagine se um dia eu chegasse atrasada na igreja, perdesse a performance de alguma senhora amiga cantando Ave Maria e ela me perguntasse, depois do culto, o que eu achei da apresentação dela…
Quer ler mais sobre acidentes linguísticos? Clique aqui.
Há nove meses…
23/05/2009
Juntos, colados, unidos, selados, firmes, fortes. Por mais contraditório que isso possa parecer.

Eu te amo muito, meu moreno. Feliz 9 meses de namoro. E já são também 9 meses desde o nosso beijo de pracinha!

