Convidados de branco?
04/11/2009

O Southern Weddings lançou a discussão sobre o uso do branco, ou tons de branco no traje de convidados em um casamento. Tradicionalmente, isso é contra as regras de etiqueta, já que o branco é da noiva, que deve ser o centro das atenções.
Eu como não costumo seguir regrinhas de etiqueta estabelecidas por sei-lá-quem sem ao menos questionar suas origens e motivos, já havia pensado no tema há um tempo atrás.
E quando a noiva casa de vermelho? Fica o vermelho proibido? Como avisar as convidadas? “Gente! Nada de vermelho no casamento!”. O mesmo vale para casos em que a noiva se casa com qualquer outra cor. E hoje em dia, o branco não é necessariamente uma unanimidade. Tem o rosinha, o champagne, o dourado…
A regra foi estabelecida por um motivo muito simples: nenhuma convidada deve chamar mais atenção do que a noiva. Ou eu estou errada? Acontece que algumas madrinhas parecem se esforçar – e quase conseguem – para chamar a atenção, mesmo usando cores clarinhas. Vide Juliana Paes no casamento da Deborah Secco.
O que faz uma madrinha ou convidada passar por deselegante no quisito “chamar mais atenção do que a noiva” não é necessariamente a cor branca. Tem muito vestido de madrinha vermelho que chama muito mais a atenção do que um sóbrio e elegante terninho marfim, por exemplo.
Eu pessoalmente não gosto de vestir branco quando sou convidada para casamentos. Pelo simples motivo de que não há a menor necessidade em gerar polêmica em uma data tão única. Como noiva, não sei se me incomodaria com uma convidada vestida de branco ou algum tom de branco, contanto que o modelo do traje fosse sóbrio e discreto. Eu me incomodaria muito mais com convidadas seminuas, que tentassem fazer do meu casamento um campo de caça a maridos, ou quisessem levar o pastor a uma desagradável, digamos, falta de concentração durante a cerimônia por causa de um decote. E, cá para nós, não faltam decotes e fendas sem noção em casamentos por aí, e que passam por “muito elegantes” ou “muito sensuais”. Assim como tem noivas sem-sal ao extremo que passariam despercebidas, independente do traje dos convidados, não fosse o fato de que noiva é sempre noiva, e jamais perde a majestade no dia do próprio casamento.
Minha tia entrou na igreja ao lado do meu primo vestindo um conjunto marfim lindo e muito elegante no dia do casamento dele. Ninguém pareceu incomodado, até porque os noivos mesmo certamente sabiam. Ninguém a confundiu com a noiva também. E ela não chamou mais a atenção do que a noiva.
E por fim, traduzo livremente o trecho extraído de Ms. Etiquette, que peguei no Southern Weddings:
“No passado, nenhuma convidada ousava vestir branco – tradicionalmente a cor da noiva. Hoje esta regra não tem mais efeito, e você pode vestir branco, com cuidado. Não importa o tom de branco, o modelo não pode de forma alguma tirar a atenção da noiva e de seus padrinhos. Um tom de creme, um comprimento médio, ou um terninho de seda podem ficar bem, mas nunca uma saia rodada ou um vestido de gala para a noite. Se você tiver algum desconforto, vista outra cor.”
Bem, eu vou continuar evitando o branco em casamento. Como disse, é desnecessário criar polêmica nesta data. A não ser que o casamento seja na praia. No mais, as regras sempre podem mudar. Bom é estar aberto a pensar em suas origens e motivações, e preparar-se para eventuais mudanças de costumes que porventura aconteçam junto com a evolução natural da sociedade.
Especial para Duca
01/11/2009
Eu desejo que seu casamento seja lindo. Que seja a festa que simboliza a uniao linda entre você e o Daniel. Que vocês continuem felizes, e, acima de tudo, juntos. Sempre. E que Deus abencoe muito a vida de vocês e a família que vocês já tem, e que hoje oficializam.
Toda felicidade do mundo para vocês dois!
Música do dia: La vie en rose
23/10/2009
Porque hoje chegamos a Paris, mon amour! E porque o plano é passear por aí, namorar e comemorar os nossos 14 meses de namoro HOJE!
Estou por aí, mas deixei alguns posts programados. Como este de hoje. Quando eu voltar eu conto mais, em tempo real.
Borboletas no estômago
20/10/2009

Hoje é minha última noite só. Amanhã meu moreno chega. Esteremos juntinhos, pelo menos por um mês. A esta hora, já está voando em direção ao velho continente. E aos meus braços, bem abertos para o rodopio e o beijo de aeroporto!
Eu estou com borboletas no estômago. Muitas. Elas me levam de um lado para o outro nessa casa. Concentração em qualquer tarefa é difícil, mas até que me saí bem hoje nas reuniões de projeto no trabalho. Fiquei satisfeita com o resultado, devo dizer. Amanhã trabalho meio expediente e de lá vou para o aeroporto.
O vinho está na geladeira. Riesling, para acompanhar o salmão. A casa está arrumadinha, falta apenas lavar uma pouca louça que espera por mim na cozinha. Tenho velas guardadas, mas ainda não escrevi o cartão. As borboletas não deixaram ainda!
Não estranhem a escassez de posts nas próximas semanas. Tenho alguns programados, inclusive para o dia 14.11, dia do minicasamento, e talvez consiga responder comentários e e-mails quando voltar de viagem. Eu disse: talvez. Vou estar atarefada, sabe? Mas eu volto depois para contar de Paris, Viena, Fantasma da Ópera, minicasamento, visita da mãe, sogra e cunhada, vinte anos de queda do muro de Berlim, aniversário do Rafa, e tantas outras coisinhas que acontecerão e que serão surpresa para mim.
E para quem vai casar nesse meio tempo, Cá, Paula e Na Moret: desejo a vocês uma festa linda, perfeita, e uma vida a dois que repita o clima da festa de vocês sempre, todos os dias! E que vocês encontrem felicidade na relação de vocês juntos, sempre, mesmo em momentos em que aparentemente ela não esteja lá por qualquer motivo. Casal maduro e feliz é aquele que permanece unido, estando feliz ou não. Que Deus abençôe muito vocês!
Considerem a foto acima um selinho para vocês, só que sem regrinhas.
*13 horas…
Foto: stock.xchng
Manifesto contra a BURROcracia
20/10/2009
Os manifestos do Beijo de Pracinha estão de volta! E desta vez com um alerta para os pombinhos desavisados: as regras para o casamento civil mudaram há pouco mais de um mês. Mas isso o meu amado noivo só ficou sabendo HOJE, horas antes de viajar, quando tentou, sem sucesso, dar entrada nos nossos papéis para adiantar essa parte desagradavelmente BURROcrática da história, já que minha chegada ao Brasil ano que vem será meio tumultuada, e tudo que pudermos adiantar até lá, melhor.
O que mudou? Vou começar pela boa notícia: antes um dos documentos necessários era a certidão de nascimento original de cada um, emitida há menos de três semanas. Agora basta a identidade. Melhor agora, afinal a identidade deveria bastar como documento. Pior para quem já tinha tirado as certidões e pago por elas, caso do meu noivo desatualizado.
A má notícia é que agora é necessário que as testemunhas estejam presentes também na hora de dar entrada nos papéis, e não apenas no ato da assinatura. Essa é a parte desnecessária. Concordam?
Então, Excelentíssimo Sr. Juíz ou sei-lá-que-autoridade que resolveu mudar as regras assim de repente: o senhor trabalha menos do que nós e ganha mais. E nós, noivos e testemunhas, temos muito, mas muito mesmo o que fazer. Portanto, da próxima vez que sua digníssima esposa dormir de calça jeans, sugiro que o senhor lhe traga um buquet de rosas vermelhas ao final do dia, a leve para jantar, ou quem sabe proponha uma viagem a Paris. É melhor do que descontar em nós, casais felizes, com BURROcracias estúpidas e sem fundamento. Porém, Excelentíssimo Sr., caso a mudança seja inevitável, ou talvez seja o sonho da sua vida (vai saber!), seja um pouco mais flexível e preveja ao menos uma margem de tolerância, mantendo a regra anterior válida, para que os noivos tenham tempo de se atualizar.
E para os noivos pombinhos leitores: gente, nós vamos CA-SAR! Portanto, sejam como um Playmobil e não permitam que nada – eu disse NADA – tire esse sorriso de suas belas faces!

Foto: Vestida de Noiva
Programe-se: na Europa isso é economia
19/10/2009
Economia de fila e de tempo. Já estamos com entradas dos museus que queremos visitar em Paris compradas, e de Viena também. Ah, vou ver o Klimt no Belvedere! (suspiros).
Claro que também vimos os guias, um deles já peguei emprestado para Viena. Mas as melhores dicas eu peguei conversando com pessoas que já estiveram lá ou que, no caso de Paris, são “da gema”, nascidos e criados. Dicas assim fazem a maior diferença. Mas vou guardar detalhes para a volta, assim descrevo as minhas impressões.
Hoje peguei uma dica de restaurante para um Coq au Vin em ambiente agradável e com preço acessível. Vai a Paris? Anote então também: “Chez Rene”, na Boulevard Saint-Germain 14. A dica veio de um amigo bem exigente quando o assunto é gastronomia.
E minha dica importante é verificar a programação cultural da cidade onde você vai, de preferência com antecedência. Foi assim que descobri que a Royal Philarmonic vai tocar em Viena no dia que chegaremos lá, em única apresentação. E nós que já gostamos de música clássica, e o Rafa que adora violinos, não podíamos perder uma das maiores orquestras do mundo com um dos melhores violinistas do mundo na atualidade como solista: o Joshua Bell.
Essa dica vale para programação cultural em geral. Não só para clássicos. Se você gosta de show de bandas internacionais, ou eventos como Stomp ou Cirque du Soleil, saiba que as entradas para tais eventos costumam ser bem mais baratas do que quando eles acontecem no Brasil. Mas programe-se com antecedência, porque entradas para esses eventos esgotam rápido.
E agora, que já passa da meia-noite aqui, posso contar: falta um dia! Eu na verdade ainda preciso dormir duas vezes sem o Rafa, mas isso também passa rápido.
Muitas borboletas no estômago…
Pérola do dia
19/10/2009
- Oi Jane. Será que você tem tempo hoje pra fazer um slide para nossa apresentacão de PowerPoint rapidinho? É só posicionar duas logos que precisam ser apresentadas, pode ser?
- Não, sorry. Estou com mil coisas de projeto para resolver antes de sair de férias na quarta-feira à tarde.
- Ok.
Querer interromper as minhas mil e uma atividades de projeto pré-férias para posicionar duas logos em um slide de PowerPoint em plena segunda-feira de manhã foi o meu teste de paciência do dia.
*DOIS… Apenas dois dias.
Despedida de solteira
18/10/2009
Lá estávamos nós numa fria noite de outono berlinense, a caminho de sabia-se-lá-deus-onde, animadamente caminhando pelas ruas. Eu levava uma cesta com toda sorte de bugingangas, e um véu na cabeça. Nada mais adequado para identificar uma noiva. As bugingangas da cesta incluiam doces, chocolates, brinquedinhos de plástico, minigarrafinhas de licor, barbeadores, camisinhas e bexigas em forma de coração. E eu tinha que vender as coisinhas no caminho para levantar o financiamento da noite.
Olha, devo dizer que me saí muito bem na tarefa! Principalmente levando-se em conta que o movimento de gente no caminho estava relativamente baixo. As pessoas respondiam com simpatia e faziam suas comprinhas com alegria. Algumas até generosamente. Um casal de recém-casados brindou o nosso casamento com minilicor, o outro recusou porque se diziam muçulmanos e só se fariam sexo depois do casamento. E um terceiro veio com a desculpa esfarrapada, para não dizer mentirosa mesmo, de não falar alemão. Perguntei que idioma eles falavam, ao que eles prontamente responderam: “Português!”. Ah, queridos! Eu também! E cá estou eu pagando este mico alemão para financiar a nossa noite de diversão, e conto com a famosa solidariedade brasileira nesta noite fria. Sim, eles riram e compraram chocolates.
Seguimos para o destino surpresa do plano A, que não deu muito certo. Frustração da minha amiga organizadora, grupo dividido e eu, a “rainha da noite” na saia justa de ter que decidir o que fazer. Ah, gente… Passei a bola! Sou democrática demais, mesmo sendo a minha despedida de solteira.
Lá fomos nós caminhando pela noite fria de Berlim, a Mel mal agasalhada morrendo de frio, eu vendendo mais bugingangas no caminho, e nós ainda sem Plano B definido. Chegamos finalmente em frente a uma opção agradável. Paramos em frente ao local, debatemos mais um pouco e entramos.
Então, no final das contas, deu tudo certo! Nós nos divertimos, comemos e bebemos. Lamentável foi só o Plano A, que incluia algumas brincadeiras e outros micos, não ter dado certo, para frustração principalmente da minha amiga que tinha planejado as coisas. Mas ainda assim, tivemos uma noite bem agradável e voltei feliz pra casa!
Ontem Mel ainda estava aqui. Fomos fazer comprinhas, fizemos muffins de banana. Uma delícia! Nosso amigo veio mais tarde, e nós, que inicialmente até íamos dar uma volta na cidade, pra ver o Festival das Luzes que está acontecendo de novo este ano, acabamos abatidos pela preguiça de encarar o frio e ficamos em casa vendo filme, comendo e tomando vinho.
Mel foi embora hoje de madrugada. Já estou morrendo de saudade…
*TRÊS dias…
Quatro dias e meio
16/10/2009
E porque uma questão de resoluões entre nós dois, ele conseguiu trocar o vôo dele por outro que chega mais cedo. Então, ao invés de chegar às 20 horas, chegará às 11.55h!
E porque, além de tudo, consegui fazer uma jogada com meus horários aqui no trabalho para estar no aeroporto bem mais cedo do que inicialmente planejado, com aval do chefe!
Faltam quatro dias e meio, aproximadamente!
ps. Não, não estou fazendo contagem regressiva em horas, porque o desembarque é sempre imprevisível: pousar, taxear, estacionar, desembarcar, pegar a mala…
Despedida de solteira
13/10/2009
Mel chega na quinta! E sexta-feira ela e Jasmin vão organizar a minha despedida de solteira! Não me perguntem do que se trata, é tudo surpresa. A única coisa que a Mel adiantou é que eu vou “pagar mico”… Acho que vai ser uma despedida de solteira bem alemã. Eu conto depois que passar.
*Oito dias…